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E,M TECH – EFEITO GHIBLI NO CHATGPT REACENDE DEBATE SOBRE DIREITOS AUTORAIS NA ERA DO IA

A recente atualização do ChatGPT, lançada pela OpenAI, que permite a geração de imagens no estilo do Studio Ghibli, gerou […]

A recente atualização do ChatGPT,
lançada pela OpenAI, que permite a geração de imagens no estilo do Studio
Ghibli, gerou recordes de usuários e levantou questões jurídicas sobre
propriedade intelectual e a proteção de estilos artísticos no uso de
ferramentas de  inteligência artificial
(IA). O recurso, que possibilita transformar imagens para refletirem o estilo
consagrado de animações como A Viagem de Chihiro e Meu Amigo Totoro, atraiu  mais de 1 milhão de usuários em apenas uma
hora, segundo o CEO da OpenAI, Sam Altman, causando congestionamentos nos
servidores e levando a empresa a limitar temporariamente seu  uso.

Apesar do enorme sucesso
comercial, com aumento expressivo nas assinaturas e usuários ativos,
especialistas alertam para incertezas legais. Enquanto obras individuais são
protegidas por direitos autorais, a proteção de estilos artísticos ainda é um
tema controverso. A OpenAI afirma permitir apenas a criação de imagens
inspiradas em “estilos amplos de estúdios”, e não em estilo de
artistas vivos. No entanto, juristas como Kristelia García, da Georgetown Law, questionam
essa distinção, argumentando que os artistas envolvidos na construção desses
estilos podem estar sendo prejudicados.

Caso o Studio Ghibli decida contestar
o uso do seu estilo por IA, poderia adotar duas abordagens principais.  A primeira seria provar que a OpenAI usou
obras do estúdio sem autorização para treinar seus modelos, argumento conhecido
como de “input”, que exigiria investigações sobre o treinamento da IA. A
segunda, mais frágil, seria o argumento de “output”, alegando que as imagens
geradas são cópias indevidas, embora tribunais tendem a considerar que a evocação
de um “estilo” não configura violação direta de copyright.

A questão se torna  mais delicada diante do risco de  uso de imagens estilizadas em contextos
polêmicos, o que poderia impactar negativamente a identidade cultural do Studio
 Ghibli. Hayao Miyazaki, cofundador do
estúdio, já expressou seu descontentamento com uso de IA na criação de arte, afirmando
estar “profundamente enojado” com os resultados.

Este caso reforça a necessidade
de atualizações regulatórias sobre o uso de estilos visuais em modelos
generativos de IA. Com o crescimento acelerado dessas ferramentas e sua adoção
comercial, torna-se essencial que legislações nacionais e tratados
internacionais estabeleçam parâmetros claros para proteger não apenas os
direitos autorais tradicionais, mas também a integridade estética e cultural de
estilos reconhecíveis. O desfecho desse debate jurídico poderá impactar
diretamente estúdios, desenvolvedores, artistas e plataformas tecnológicas nos
próximos anos.

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do escritório compartilharão uma notícia atual sobre tecnologia e analisarão
seus impactos jurídicos.

Fontes: Ghibli
effect
| The
chatgpt, al
|  What
studio ghibli
| Openai
viral studio